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Sábado, Novembro 19, 2005 Caramba, que isso gente... Só tenho a agradecer a todos vocês, porque estou impressionado: postei quarta-feira e além de ter 12 comentários, o blog teve 60 visitas nestes dois dias... Tudo bem que não é muito, mas em vista de um blog como o meu sem muitos atrativos eu acho sim... Deixo para este fim-de-semana um texto que fiz especialmente para o blog da Nanci Iluminando Nossos Dias E que também é uma homenagem à dona do blog... Nanci, você sabe o quanto eu te adoro né... Beijos Mil... Bom, mais uma vez obrigado por estarem sempre comigo lendo as mensagens colocadas aqui, fiquem com Deus, um excelente fim-de-semana com muito juízo e até a próxima...
ILUMINANDO NOSSOS DIAS Quantas vezes em nossas vidas olhamos para o horizonte e não vemos um palmo na frente do nariz? Ou quantas vezes nos sentimos perdidos, sem saber que rumo tomar, sem achar a tão sonhada "luz no fim do túnel"? Essas situações nos tiram do sério, nos estressam e fazem com que nossos planos sejam enterrados antes mesmo de nascerem... Antes mesmo de se tornarem reais... Tem dias que nos sentimos assim, sem ânimo, sem vontade de sair do quarto, chorando pelos erros cometidos, arrependidos, e por "acaso" encontramos no caminho pessoas que nos mostram o quanto a vida é bela, mesmo com todas as sujeiras que estamos acostumados a ver... E vão chegando de mansinho, iluminando nossos dias devagar, sem pressa, e quando nos damos conta, vemos um céu todo azul e um Sol bem forte nos aquecendo... Mas não podemos depender desta luz das pessoas, pois elas são anjos que vêm nos proteger nos momentos mais difíceis, e precisam iluminar outras pessoas também... Cabe a nós então criarmos nossa própria luz, lutarmos pelos nossos sonhos, agirmos de acordo com a nossa fé. Não adianta somente pedir à Deus uma luz. Temos que pegar os cabos do otimismo, o alicate da esperança, e ligá-los à lâmpada do "Eu posso"! Sair da escuridão que nos prendia... Temos de viver cultivando o afeto das pessoas e não a ira... O amor ao invés do ódio... A humildade no lugar da vaidade... A vida só é bem vivida, bem aproveitada, quando encontramos a maneira certa de "viver e não ter a vergonha de ser feliz"... E cada um tem a sua maneira... Tá escuro o seu túnel? Acenda o fósforo... Isso... Agora vamos prosseguindo... ILUMINANDO NOSSOS DIAS... Autor: Thiago de Oliveira Todos os direitos reservados® Proibida a cópia parcial ou integral sem a autorização do autor!
![]() Quarta-feira, Novembro 16, 2005 Quarta-feira com noite chuvosa aqui na cidade e o espírito natalino começa a invadir as ruas, as casas, todos esperando a época em que se trocam presentes, mas também uma época em que a miséria de muitos fica mais evidente do que em outras épocas do ano... Mas o espírito natalino começou a invadir o blog também perceberam?! Espero que gostem... Bom, mas como eu não quero ficar pensando nessas coisas tristes sobre a miséria humana, devido ao meu "coração-mole" venho deixar-lhes uma mensagem de grande reflexão... Ah, ontem pude rever o início do meu ano através do "Vento no Litoral", um blog que eu administrava e que posso dizer que foi o pai do "Arrependido" devido a sua alta complexidade de idéias e sentimentos escritos ali... Mas enfim, coisas que doem no coração e que nos faz perceber o quanto precisamos do "calor humano", mesmo que este "calor" seja através do virtual... A mensagem de hoje fala sobre isso... Um grande abraço a todos vocês que sempre passam por aqui e um agradecimento aos novos visitantes... Fiquem com Deus e até a próxima...
A SOBREVIVÊNCIA DOS PORCOS-ESPINHOS Durante uma era glacial, muito remota, quando o Globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem as condições do clima hostil. Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se protegerem e sobreviverem, começaram a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito... Mas, essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados.Os que não morreram, voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim, aprendendo a amar, resistiram a longa era glacial. Sobreviveram. "Quanto mais nos ocupamos com a felicidade dos outros, maior passa a ser nosso senso de bem-estar. Cultivar um sentimento de proximidade e calor humano compassivo pelo outro, automaticamente coloca a nossa mente num estado de paz. Isto ajuda a remover quaisquer medos, preocupações ou inseguranças que possamos ter, e nos dá muita força para lutar com qualquer obstáculo que encontrarmos. Esta é a causa mais poderosa de sucesso na vida." Desconheço Autor
![]() Quarta-feira, Novembro 14, 2005 Semana começando, mais cinco ou seis dias de trabalho, correria, stress, e o desejo explícito nos rostos de cada um que o fim-de-semana chegue rápido... Com quase todo mundo é assim: vivemos na pressão do dia-a-dia sem nos darmos conta de que muitas vezes no mês, no ano, e durante vários anos, vamos acumulando marcas que ficam no coração mesmo que a gente não queira que elas fiquem... O texto de hoje eu recebi há um mês e meio mais ou menos pela querida Nanci do blog Iluminando Nossos Dias e me deixou muito pensativo, e pude ver quantas marcas deixamos gravadas na estrada da vida, e nem mesmo percebemos às vezes... Um grande abraço à todos, fiquem com Deus, uma semana cheia de realizações e até a próxima...
AS MARCAS Responda pra você mesmo: - Qual a mensagem que esta foto transmite? Sem muito esforço você perceberá Que a vida da gente é construída, "entalhada" no dia-a-dia. Estamos sempre "esculpindo" nossa história. Às vezes com muitas dores... Mas um novo ser pode nascer a cada instante, Se você permitir e desejar. Perceba que não há ninguém ajudando a moça a se esculpir! A vida da gente é exatamente assim, Pois no final, teremos que prestar contas Do que a gente fez da gente mesmo Logo mais estará no ar uma nova manhã. E isso por si só já significa uma Grande novidade, um grande presente! E essa manhã não tem nada a ver com a manhã de ontem. Afinal, a manhã de ontem não tem mais nada de novo, já foi, já era! O tempo segue seu curso enquanto Você vai criando marcas Para justificar sua história! O tempo não pára, e no entanto, ele nunca envelhece. O tempo é o produto mais perecível que existe. Por isso, atue! Use sua energia para agir bem. Use todos os canais de percepção Para contemplar bem, contemplar O belo, o bom. Você tem todos os próximos momentos à sua frente! Preencha o tempo desses momentos De significados e sentimentos Especiais. Coloque para fora sua alegria de viver e Não fique aí travado com suas preocupações, Amarguras e outros bichos... Nunca perca tempo pensando nas coisas Que você não quer que aconteçam. Elas não vão acontecer mesmo. Convença-se disso! Ao contrário, ocupe todo espaço mental Com o que você quer que aconteça. É assim que você pode ficar mais próximo de seus sonhos... E tem mais uma coisa, quando você Se dispõe a viver bem e alegre, Além de contagiar todo mundo Com sua confiança, Você vai viver intensamente a sua vida. Lembre-se disso...
![]() Quinta-feira, Novembro 10, 2005 Semana calma essa, porém com duas novidades super legais: 1° - O "Arrependido" ganhou esta semana o Certificado de Excelência do site Atualizando Blogs, pelos textos colocados aqui... 2° - Agradecer a Nanci do blog Iluminando Nossos Dias por ter me dado a oportunidade de criar um novo layout para o blog dela, que ficou bem legal, como sempre foi... E vejam o que ela escreveu no blog... Nanci, você me emocionou com suas palavras viu... "E então...gostaram do novo visual?...Eu amei!! A quem devo isso? Ao meu grande amigo THIAGO,ele mesmo, lá do ARREPENDIDO, RECOMEÇAR e ESCRITO NO CÉU... Um amigo maravilhoso, inteligente, sempre disposto a ajudar seja com palavras, seja com gestos ( e nem precisamos estar próximos um do outro)... Um jovem de objetivos, que busca conhecimentos para que num futuro próximo possa desfrutar de uma carreira brilhante! Agradeço muito muito a você, amado amigo, que me presenteou com este layout que para mim, está belíssimo...: E que o vento possa levar-lhe uma voz que lhe diz que há uma amiga, sentado num outro lado do Mundo, desejando que você esteja bem." Te adoro Nanci e você sabe disso... Valeu a força... Bom, gostaria de agradecer também aos comentários quanto ao post passado, desejar uma excelente quinta-feira e um bom fim-de-semana a todos vocês e até a próxima...
PIOR DO QUE UMA VOZ QUE CALA, É UM SILÊNCIO QUE FALA... Então, parei para interpretar a frase acima e ... imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis pois, você sabe, o silêncio não é dado a amenidades. Um telefone mudo. Um E-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas. Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim. É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento. Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado. Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: "Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!" É o silêncio de um, mandando más notícias para o desespero do outro. É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente. Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho. Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz. O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate à nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem... Martha Medeiros
![]() Domingo, Novembro 06, 2005 Primeiramente eu gostaria de agradecer aos comentários do post passado e pedir desculpas a todos que tentaram acessar o blog nos dias 03 e 04 de novembro, pois o nosso querido provedor Weblogger, mais uma vez deixou todos os mediadores de blogs e seus respectivos visitantes na mão... Os blogs que são hospedados pelo Weblogger, como o "Arrependido", ficaram fora do ar por mais de 30h seguidas... Ah, queria agradecer ao pessoal da Gazeta dos Blogueiros pelo novo layout que eles fizeram pro "Arrependido", mas galera, na boa, amo este layout que fiz pro blog, e por isso não quero mudar... Mas mesmo assim fico muito grato pela atenção de vocês com o blog... Bom, deixo para vocês um texto bem bacana e que nos faz refletir um pouco... Desejo a todos vocês um grande abraço, uma excelente semana cheia de paz, fiquem com Deus e até a próxima...
A ARTE DE SER FELIZ "HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz. HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz. HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz. HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim." Cecília Meireles
![]() Terça-feira, Novembro 01, 2005 Caramba, já estamos em novembro... Não sei se vocês já repararam, mas cada ano que passa parece que o tempo corre mais depressa... Lembro bem que quando se falava em "ano que vem" parecia que iria demorar quase uma eternidade para chegar... E nada melhor do que começar o mês, comemorando junto com todos vocês, um prêmio que o "Arrependido" ganhou né?! É isso aí galera, graças a vocês, que muito, mas muito mesmo deram seus votos insistentemente ao blog, trago para a parede do blog o "The Best" da Gazeta dos Blogueiros do mês de Novembro... Estou bastante contente e se não fosse por vocês, este prêmio não estaria aqui hoje viu... Gostaria também de agradecer sinceramente aos comentários do post passado, as palavras de motivação que vocês deixaram para mim e também referente ao texto... Deixo para vocês um texto que encontrei nas minhas incessantes buscas pela internet... Este texto me deixou bastante pensativo viu... Espero que gostem... Um grande e forte abraço a todos vocês que todos os dias dão uma passadinha por aqui pra ver as novidades... Até a próxima...
UMA CRÔNICA SOBRE O VIVER Era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso. Naquela manha, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde. Também não havia dormido bem. Tinha tido um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa. Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lamina de barbear. "A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher", pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo. Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom-dia", sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou. Ligou o radio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, "detalhes tão pequenos de nos dois..." Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida. Anos atrás, gostava de assistir ao programa de Roberto Carlos nas tarde de domingo. Mas isso fazia parte de outra época, quando podia se divertir mais. Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou serio quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível. Chegou a empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada. No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretaria trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papeis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto mastigava relacionava os telefones que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do medico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar. Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou a sua mesa. "A vida continua", pensou. Mais papeis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso? Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus. Parecia que a garagem estava a quilômetros de distancia, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio. Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... a dor foi aumentando... o carro desapareceu... os outros carros também.... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmera lenta. Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, umas apos outra, todas as pessoas que mais gostava. Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito a porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manha? Por que não foi pescar com os amigos no ultimo feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturba-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando. Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lagrimas silenciosas. Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto... Queria ... Queria...Mas não deu tempo... Autor desconhecido. É impressionante como preferimos "correr contra o tempo" para suprirmos nossas necessidades financeiras e esquecemos de cuidar de nós, do nosso corpo, do nosso emocional e das pessoas que tanto amamos... Será que não seria melhor pararmos um pouco para fazermos um "check-up" da nossa própria vida? Pense nisso...
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